Pedro de Alcântara só poderia assumir o governo quando atingisse a maioridade, ao completar 18 anos. Os representantes liberais resolveram antecipá-la e deram o golpe da maioridade. Aos 14 anos, Dom Pedro tornou-se imperador. Era o início do Segundo Reinado.
O Segundo Reinado durou de 1840 até 1889, quando foi proclamada a República.
A rápida expansão da cafeicultura fez o Brasil superar a crise econômica, que se arrastava desde a Independência.
A aristocracia rural assumiu todo o controle da política brasileira e, a partir de 1847, com a criação do cargo de presidente do Conselho de Ministros, foi adotado o parlamentarismo. Esse regime de governo, no Brasil, não foi verdadeiro. Isso porque o Imperador manteve os poderes de dissolver a Câmara e demitir o primeiro-ministro. Ou seja, foi um parlamentarismo “às avessas”.
Dom Pedro II subiu ao trono com a ajuda dos liberais.
Em 1841, o Imperador demitiu todo o ministério e formou outro com base no Partido Conservador.
Os liberais sentiram-se prejudicados e revoltaram-se contra o governo. Várias revoltas explodiram em São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco, onde aconteceu a principal: a Revolução Praieira.
O parlamentarismo era uma forma de pacificar a situação.
Ao invés de revoltas armadas, existiam as discussões no Congresso.
Havia eleições periódicas, existência de oposição e rodízio dos partidos no poder.
Os liberais promoveram algumas reformas importantes, como a bancária, monetária e administrativa.
Os profissionais liberais e militares ficavam cada vez mais descontentes.
As ideias do abolicionismo e da república começavam a ganhar força no país.
Textos publicados nos jornais e discursos no Congresso atacavam a escravatura. A Inglaterra também tinha interesses em que o Brasil libertasse os escravos, pois, como eles não ganhavam dinheiro, não eram assalariados, não faziam parte do mercado consumidor, não compravam produtos ingleses.
A partir de 1850, o Brasil criou leis que culminaram, em 1888, com a libertação dos escravos.
Em 1873 foi criado, em Itu, no interior de São Paulo, o PRP – Partido Republicano Paulista. Foi em torno dele que o movimento republicano ganhou força.
 
 A GUERRA CONTRA ARISTEUS E ROSAS (1851-1852)
A política externa do Brasil durante o Segundo Reinado observou dois fundamentos básicos: a acomodação dos interesses da Inglaterra e os choques políticos e militares com países platinos
O Brasil envolveu-se numa disputa entre os dois maiores partidos uruguaios.
Em 1851, tropas brasileiras, uruguaias e de algumas cidades argentinas invadiram o Uruguai e depuseram o presidente Manuel Oribe.
Em 1852, tropas brasileiras invadiram a Argentina.
O Brasil apoiava o general Urquiza contra o presidente Rosas. Urquiza venceu e Rosas foi deposto.
 
A GUERRA DO PARAGUAI
 A guerra mais importante e longa do Segundo Reinado foi contra o Paraguai. Ela durou cinco anos.
O Paraguai era um país muito próspero. Tinha iniciado um processo de industrialização, não havia dívida externa e a elite agrária foi extinta com as terras entregues para a população.
O padrão de vida do paraguaio era, no meio do século XIX, muito melhor que o dos brasileiros.
Essa prosperidade e independência econômica inquietavam os países vizinhos e também a Inglaterra, porque os brasileiros e argentinos mantinham uma política de dependência econômica em relação aos ingleses.
Se essa política fosse adotada pelo governo brasileiro, a Inglaterra iria perder muito dinheiro, prestígio e o principal: não ia mais dominar a região Platina.
O Paraguai precisava, no entanto, expandir sua economia, vender seus produtos no mercado externo. Para isso, necessitava de uma saída para o mar. Solano Lopez invadiu terras do Brasil, da Argentina e do Uruguai para garantir sua passagem para o oceano Atlântico.
Foi por isso que a Inglaterra financiou a guerra, possibilitando que o Brasil e a Argentina destruíssem o Paraguai.
O estopim da guerra foi a invasão brasileira ao Uruguai para depor o presidente Aguirre. Como paraguaios e uruguaios tinham um acordo de cooperação militar, Solano Lopez respondeu aprisionando o navio brasileiro Marquês de Olinda. Iniciou-se a guerra.
Em cinco anos de luta, o Paraguai resistiu bravamente, mas acabou derrotado. 75 % da população paraguaia morreu.
O Brasil também sofreu muitas perdas: cerca de 30 mil mortos.
Outra consequência foi fundamental dessa guerra foi o fortalecimento do Exército. Logo ele entrou em choque com a monarquia. Esse foi um dos motivos da Proclamação da República. A Inglaterra foi a principal beneficiada com a guerra.