Grupos e instituições sociais
O ser humano é membro da sociedade e de vários grupos, como a família, o Estado, uma organização religiosa ou um clube social, e não pode ser entendido fora de algum tipo de sociedade.
 
Os grupos sociais
Dividem-se em grupos externo e interno, em que o primeiro se caracteriza pela não participação
do indivíduo e o segundo se caracteriza pela sua participação.
Uma das marcas de grupo interno é o etnocentrismo, no qual o centro de tudo é o grupo.
Toda sociedade, grande ou pequena, é invadida pelo etnocentrismo, que é basicamente um produto de diversidades e conflitos de grupos.
As características principais de um grupo social são: interação social; organização; objetividade; exterioridade; objetivo comum; consciência do grupo; continuidade. Existem, ainda, os indivíduos com fraco sentimento grupal e frouxamente aglomerados, são os agregados sociais, que se subdividem em multidão, público e massa
Dentro dessa visão de grupo, é de importância básica a problemática status e papel, pois eles pressupõem direitos e deveres dentro do grupo.
Já o papel e a conduta, que são esperados do indivíduo, de acordo com o status social, são os que ele recebeu (por exemplo, o aluno, que por possuir esse status, espera-se dele que estude, isso é, que aja com a obrigação referente a seu status).
 
Instituições
As instituições caracterizam-se pelo interesse ou atividade vital. Surgiram de uma necessidade relevante dos membros da sociedade.
As principais instituições são a família, a escola, a Igreja, o Estado, a nação e o governo; mas existem outras, como partidos políticos, mídia e polícia.
A família pode ser monogâmica ou poligâmica. A primeira é aquela em que cada esposo tem um cônjuge, é a que existe em nossa sociedade; já a poligâmica é aquela em que o esposo pode ter duas ou mais mulheres.
Existe também a exogamia, que é a união de duas pessoas que não pertencem ao mesmo grupo, como pessoas de religião e raças diferentes.
A escola é a instituição que provém da educação, que se caracteriza como uma das tarefas elementares das sociedades humanas.
A Igreja é outra instituição social fundamental, pois todas as sociedades vivenciam alguma espécie de religião.
Tanto as religiões como a liturgia, inerente a elas, são diferenciadas; mas a visão religiosa é evidente, pois o homem busca algo além do natural
Entre a grande quantidade de religiões existentes no mundo atual, existem aquelas que sobressaem e conseguem conquistar um grande número de fiéis. São elas:
 
Cristianismo: é a maior religião do mundo.
 
Islamismo (muçulmanos): é a segunda maior religião do mundo.
 
Hinduísmo: é a religião mais velha do mundo.
 
Budismo: tem como base a filosofia de vida de Buda.
 
Processo e mudança social
 
Os processos sociais são os vários modos pelos quais os indivíduos e os grupos agem uns sobre os outros, isso é, como eles se relacionam, fixando relações sociais, e qualquer mudança numa sociedade que seja gerada após a interação de seus membros.
O isolamento é a visão oposta da interação, por isso não está incluso nos processos sociais.
A interação pode acontecer entre duas pessoas, entre uma pessoa e um grupo e entre dois grupos, adquirindo formas diferentes.
São denominadas relações sociais professor–aluno, vendedor–comprador, relações indiretas de grupos maiores, como é o caso da relação cidadão–Estado.
A socialização é aplicada em dois sentidos: o indivíduo adquire padrões, valores e atitudes do grupo em que nasceu; e outro relativo ao processo pelo qual o indivíduo é organizado em grupos com um senso de responsabilidade.
A competição é caracterizada como uma força que leva os indivíduos a agirem uns contra os outros, visando ocupar uma posição melhor na sociedade. É uma luta impessoal entre os indivíduos, é universal e constante, mas não tem a dimensão da violência.
Se a competição for leal, acarreta progresso econômico, social, individual e até em grupo; mas, se ela for desleal, acarreta resultados que desintegram indivíduos e até grupos.
O conflito ocorre quando a competição adquire características de tensão social, quando existe ameaça de violência.
O conflito visa a rivalidade, a disputa ou a guerra.
A acomodação ocorre quando o indivíduo ou um grupo se adéquam a uma situação de conflito, sem que tenham sofrido mudanças internas.
Oposta ao conflito, que não pode ter uma duração indefinida, a acomodação pode durar indefinidamente e ela pode ser realizada de maneiras diversas: render-se à coação; conciliação; tolerância; sublimação; racionalização.
A assimilação é outro processo de interação: é a solução definitiva e tranquila do conflito social e, por ela, os conflitos são suspensos, pois trata-se de um procedimento de ajuste pelo qual os indivíduos ou grupos, que são diferentes, tornam-se semelhantes.
As modificações que acontecem nos padrões de vida de uma sociedade são relativas à mudança social.
De acordo com os antropólogos, as primeiras culturas passaram e ainda passam por modificações, apesar de parecerem estáticas, pois o ritmo dessa mudança é muito lento.
A mudança social significava o progresso contínuo. Ocorre de forma inevitável, mas não é o próprio progresso.
Há várias espécies de teorias quanto à mudança social, como a teoria determinista, o determinismo econômico e teorias cíclicas da mudança social.
De todas elas, a mais aceita pelos sociólogos é a primeira, e, de acordo com eles, ela acontece por causa de forças delimitadas, sejam sociais, culturais ou as duas juntas, mais que pelo pensamento e intenção dos indivíduos.
A sociedade não a aceita prontamente. Porém, nem todas as mudanças são encaradas assim: algumas são prontamente acatadas, basicamente aquelas que vão gerar melhoria na vida da sociedade.
 
STATUS E PAPEL
Status e papel são inseparáveis e só são distintos para fins de estudo. Não há status que não corresponda a um papel social e vice-versa.
Todos devem saber o que se pode esperar dos outros, de acordo com o status que cada um ocupa no grupo social, e também devem esperar punições para quando não cumprirem o seu papel.
A expressão latina status quo é amplamente utilizada para definir o posicionamento de um indivíduo ou de classes no interior de uma sociedade.